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Preços de imóveis avançam, mas em ritmo menor

É o que indica o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Abecip

Divulgado na última terça-feira, 30, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) mostrou que, embora tenham voltado a subir em agosto, os preços dos imóveis residenciais têm crescido em ritmo inferior ao contabilizado no começo do ano.

Em agosto, o IGMI-R avançou 0,87%, frente a 0,61% apurado em julho. Porém, quando um período mais longo é considerado, os números indicam uma realidade diferente. Em 12 meses, a alta acumulada caiu pelo quinto mês consecutivo e registrou 14,73% – para se ter ideia, em março, os preços acumulavam valorização próxima de 20% na mesma base de comparação.

Já quando são levados em conta os primeiros oito meses do ano, o IGMI-R registrou alta de 6,56% – resultado inferior ao contabilizado em igual intervalo de 2025 e dos 9% apurados em 2024.

Alugueis perdem

Os preços de venda também avançaram mais do que os dos alugueis. O Índice de Variação de Alugueis Residenciais (IVAR) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a evolução mensal dos preços de locação de imóveis residenciais no Brasil, variou 5,09% em 12 meses.

Para a Abecip, não é só o aumento dos custos das incorporadoras que explica a diferença. Fatores como oferta disponível, demanda, condições de crédito e características específicas de cada mercado influenciam igualmente a formação dos preços.

Por capitais

Ainda de acordo com a entidade, a variação não é uniforme no país. De janeiro a agosto, os preços residenciais subiram 12,04% em Recife, que acumulou alta de 25,81% em um ano – maior índice entre as dez capitais pesquisadas; em seguida vieram Curitiba/PR (19,20%), Brasília (18,41%) e Porto Alegre 16,66%).

Em agosto, a maior alta mensal foi identificada na capital gaúcha (1,6%), seguida por Belo Horizonte (1,65%) e pela capital pernambucana (1,44%). Única a registrar queda no mês, de 0,23%, a capital paranaense mantém, no entanto, uma das maiores taxas de valorização no ano (8,82%).

Fonte: Registro de Imóveis do Brasil, com informações da Folha de S.Paulo


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