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‘Regulação fundiária é uma questão urgente’, avalia Marina Grossi

Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e enviada especial da presidência da COP-30 para o setor empresarial foi uma das palestrantes do quarto encontro do ‘Brasil Adiante’ realizado nesta quarta-feira, 19

Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e enviada especial da presidência da COP-30 para o setor empresarial defendeu que a regulação fundiária é uma questão urgente na Amazônia. A declaração foi feita no quarto encontro ‘Brasil Adiante’, promovido pelo Estadão, nesta quarta-feira, 19.

Ela cita outras ações que devem ser tomadas, como uma regularização fundiária “urgente”, capaz de proteger o ativo ambiental de ações criminosas, já que áreas preservadas tem sido alvo de facções e a criminalidade oferece emprego para moradores da região Norte.

“A Amazônia não deve ser vista como um lugar que não se pode tocar, deve ser vista como uma plataforma de desenvolvimento, com todo o potencial da bioeconomia. É um falso antagonismo entre preservar e crescer, precisa desenvolver com inclusão social e diminuição da informalidade”, afirma a especialista.

Ela cita que é necessário ter segurança jurídica e, mais do que isso, boas políticas para pequenos produtores. “Não existe uma bala de prata”, afirma, mencionando a necessidade de bons projetos, de crédito e de ajuda para cumprimento de critérios ambientais, como os de rastreabilidade da União Europeia.

A especialista projeta ainda que, no ciclo de ajuste fiscal a ser feito, será necessário priorizar o tema ambiental.

Para Marina, é necessária uma “política de Estado” que explore as potencialidades do agronegócio, conciliando-as com questões de conservação ambiental, como tecnologias de rastreabilidade dos produtos.

Marina cita ativos que o Brasil já tem e podem avançar com previsibilidade e segurança jurídica, como a eletrificação da frota de veículos, o combustível sustentável de aviação e os biocombustíveis.

“O Brasil precisa costurar soluções climáticas que o mundo pode precisar, colocar o que nos interessa nesta equação, e precisa de um plano para isso”, afirma, projetando que o País pode capturar as vontades do mercado se pensar grande, priorizar o tema e estruturar as soluções.

Fonte: Estadão


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